A ilusão desmedida de quem perde a razão
Só é comparável à sua deprimente imagem de refração
Que triste figura disforme e sem medeios
Transita entre seus medos destoantes
...
Tentando convencer o falso brilhante
Da pouca importância da roda gigante
Mas o mundo dá muitas voltas
Sem pedir desculpas a ninguém
As paragens são sempre as mesmas
Norte, Sul, Leste, Oeste
E o fogo que consome a vela
Derrama a cera na verdade
De todos que morrem sem a devida experiência do perdão.
Vá!
Lá onde a resposta foi ouvida
Somente uma alma se salvará
Sua culpa ressuscitará das sombras de um passado, ontem
E alguém, que ergueu a taça da vitória,
Será tragada pelas águas do mar.
Quem viver, verá!

