Bete Carso
sábado, 14 de setembro de 2019
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Desilusão
Não sei se vou resistir
A não ficar neste lugar.
Deixe-me ir...
Não é certo acorrentar.
Pra que fingir?
Não há respaldo em transpor a realidade:
Sobram cacos, restos, migalhas
De um nada que se recompõe
E se mescla a uma inverdade.
Nessa lama, nesse caos,
Onde se enterram as ilusões,
Sobrevivem duas sombras
Que se movem e se afundam
Na histeria de um orgasmo
Que se extenuou em vão.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Sexta-feira


Hoje é sexta,
Que satisfação!
Mas somos muito bobos,
Com essa certeza de sim e não.
Todos os dias são bons,
Nenhum é tão igual.
Se todos fossem parecidos,
Não envelheceríamos;
Mas acordar,
E respirar,
É a grande maravilha.
Levantar,
E dar bom dia para a vida,
Nada mais salutar!
O que vier de tão ruim assim jamais poderá estragar,
E desfazer,
O que o astral sequer poderia nos possibilitar.
Vamos à luta.
Não!
Que luta que nada.
Vamos para a labuta.
Deliciarmos com a natureza.
Sorrir!
Mostrar nossa grandeza,
A arma que destrói a intolerância.
Nosso triunfo:
Doar respeito,
Matar o preconceito,
Ampliar a gratidão.
Somos feitos de carne e osso.
Assim frágeis, como aquele que foi assassinado,
Ou o que foi naturalmente.
A lição: somos mortais.
Quem não a aprende,
Não vive,
Se tranca numa imaginária prisão,
E fecha, para o amor, o coração:
O grande defensor da raça humana,
Nosso pai espiritual.
Mas somos muito bobos,
Com essa certeza de sim e não.
Todos os dias são bons,
Nenhum é tão igual.
Se todos fossem parecidos,
Não envelheceríamos;
Mas acordar,
E respirar,
É a grande maravilha.
Levantar,
E dar bom dia para a vida,
Nada mais salutar!
O que vier de tão ruim assim jamais poderá estragar,
E desfazer,
O que o astral sequer poderia nos possibilitar.
Vamos à luta.
Não!
Que luta que nada.
Vamos para a labuta.
Deliciarmos com a natureza.
Sorrir!
Mostrar nossa grandeza,
A arma que destrói a intolerância.
Nosso triunfo:
Doar respeito,
Matar o preconceito,
Ampliar a gratidão.
Somos feitos de carne e osso.
Assim frágeis, como aquele que foi assassinado,
Ou o que foi naturalmente.
A lição: somos mortais.
Quem não a aprende,
Não vive,
Se tranca numa imaginária prisão,
E fecha, para o amor, o coração:
O grande defensor da raça humana,
Nosso pai espiritual.
sábado, 15 de junho de 2019
EU
Quem diria
Que um dia
Assim do nada
Talvez,
Da magia
Eu fosse feliz
Na rotina
Nem o tempo
Nem a medida
Nem a lua
Nem o sol
Tão eternos
Conciliados
Me dessem
A paz dos acordados
Felicidade
Alegria
Enfim, eu
Comigo
Parceira
Encantada
Divina!
A SOMBRA ENVIESADA
Não quero mais sentir esta agonia...
Minhas metades me imploram liberdade
E nesse vaivém de obsessão desvairada
Me perco na imensidão do nada!
Não podes ter o que não cativas.
A posse se desfaz no próximo senão (se não?)
Vivo, ainda, porque sei que é minha sina
Não por ti nem por ninguém.
Meus laços, presos, estão
A minha alma, ao meu espírito
– ao meu livre-arbítrio –
Te encontrei por acaso
– na esquina do pecado –
E me feres com a sua insensatez.
Não sei por que insistes nesse desvario.
Tudo é tão milimetricamente destituído de sentido
Que perpassa o viés do dia a dia
Como a fome, a sede, o sono, a rotina...
Mas o que luto para resgatar é a flor de Lótus
Que um dia descobri escondida
Na essência de um Estar!
Seja eternamente feliz!
E deixe-me viver em paz.
...
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