Não quero mais sentir esta agonia...
Minhas metades me imploram liberdade
E nesse vaivém de obsessão desvairada
Me perco na imensidão do nada!
Não podes ter o que não cativas.
A posse se desfaz no próximo senão (se não?)
Vivo, ainda, porque sei que é minha sina
Não por ti nem por ninguém.
Meus laços, presos, estão
A minha alma, ao meu espírito
– ao meu livre-arbítrio –
Te encontrei por acaso
– na esquina do pecado –
E me feres com a sua insensatez.
Não sei por que insistes nesse desvario.
Tudo é tão milimetricamente destituído de sentido
Que perpassa o viés do dia a dia
Como a fome, a sede, o sono, a rotina...
Mas o que luto para resgatar é a flor de Lótus
Que um dia descobri escondida
Na essência de um Estar!
Seja eternamente feliz!
E deixe-me viver em paz.
...

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