Não sei se vou resistir
A não ficar neste lugar.
Deixe-me ir...
Não é certo acorrentar.
Pra que fingir?
Não há respaldo em transpor a realidade:
Sobram cacos, restos, migalhas
De um nada que se recompõe
E se mescla a uma inverdade.
Nessa lama, nesse caos,
Onde se enterram as ilusões,
Sobrevivem duas sombras
Que se movem e se afundam
Na histeria de um orgasmo
Que se extenuou em vão.
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