Há em mim muitas Betes
Que não consigo dominar
Suas vozes me sufocam
Não me deixam calar
Berram, gritam, imploram
Estremecem meu ser
Acordam meu espírito
Libertam a alma, assim, sem saber
Revoltam-se em coro
Contra o absurdo da razão
Transgridem a ordem
Semeiam o perdão
Enfim, neste teatro
De tantos personagens histriônicos
Resta uma espectadora
Atente e resoluta
Assombrada com a vida real
Segue seu rumo ...

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