ele me ronda todas as noites.
Me faz cativa de seus delírios,
me consome na escuridão,
mas aceito sua chama de obsessão.
Sou forte na minha caminhada,
mas esbarrei num mistério
Sou forte na minha caminhada,
mas esbarrei num mistério
que nada mas é que escolha,
opção de querer fazer,
opção de querer fazer,
Um faz de conta de mentira,
engana o dia e se dispersa na manhã.
Não há mais remorso,
foi-se embora a ingratidão.
Nem mesmo a raiva agora se faz presente.
É um não-sei-quê de prazer arredio,
que consome a chama da verdade
e destrói um recomeço de amizade.
Foi assim e assim será:
nada a perder, nada a ganhar.
Restos de maldade e de sedução
cambaleando na estrada do perdão.
Um medo do gosto amargo que surge sempre à tarde,
quando tudo se faz ausente.
E resta um estremecer de corpo
na escala de uma vibração recíproca e doente,
que morre a cada dia de tristeza e decepção.
A amizade perdeu a vida,
asfixiada no tremor da madrugada.
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